segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Seu corpo uma extenção do meu!

Em braços durmo como um passáro caído do ninho
entre pernas como um polvo a rolar na lama do mundo
saliva um rio sem cloro sentindo pedras com os pés.

Mãos de corremão a colonizar terras férteis e
inférteis basta derrubar a cerca ou tocar a campanhinha.
No pescoço manicômio estéril setado carrossel no deserto.

Exílio amargo prova irrefutável de divisão militantes da
castração moral me faz percerber que sem
seu corpo não posso me conhecer.

Onde estará minha morte?

Ela foi embora soltou de minha mão em plena avenida paulista,
se perdeu em meio a tanta gente de neon, fotografias ambulantes,
deve ter se distraído com alguma embalagem de plástico no meio fio
daquelas coloridas que é chutada ou quem sabe outra distração de plástico.

Sem minha morte como vivo que segurança terei para poder respirar
E nesse exato momento encontrei a solução vou por sua foto nas
embalagens de massa de tomate e caixas de leite, quem sabe um telefonema
anônimo, ou ela mesma se sensibilize e volte pra mim.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Uma noite póstuma entre nuvens de narcóticos

As estrelas vão ser comidas por buracos negros
cujo sua fome não tem fim devorar luz e tudo
permanecer na escuridão,nem para os persas nem pros romanos
tudo escuro como um poço que morre de sede.

As buzinas me cegam desfilando entre elas como cleópatra
a mestruação e a esfinge o óvulo despenca como um planeta
no abismo profundo de milhões de anos em chamas.

Picadas de vespas por séculos, veneno de escorpião não pode
derrubar civilizações, meteoro em rota de colisão com meu crânio fim
de minha existência nascer de outra também na escuridão?

Quantos cadáveres são necessários para encher o túnel do metrô?
Quandos cadáveres são necessários para as lágrimas contnuarem existindo?
Quandos cadáveres são necessários para o ódio propiciar mais alguns anos de evolução?

A lua poderia se chocar com a terra assim como num coito anal
sangue e merda bailando sem gravidade entre exploções estelares
talvez a verdadeira composição da humanidade sangue e merda!

minuto por minuto

Triste recomeço assim decaído sobre frases feitas
na memória daqueles imensos anos, acretidando
poder ver o futuro nas varizes de minha mãe e
sentir os calos de meu pai apertando minha face.

A parete é um espaço impar para pressionar
seu olhar de grafiteiro desenhar o que não foi
imaginado tentar dizer o que nunca foi dito.

E o nunca e sua contagem regressiva, areia sem ampulheta
em meio ao vendaval, segurar impossível correr sem esperança de fuga,
ninguém quer acariciar seu sexo como um pêssego maduro
nem tocar seu cérebro com luva de pelica.

Finge esperar alguém na esquina enquando o gato mais vadio
lambe suas sarnas com hálito de rato em decomposição, acretida
nu alguém se apróxima junto de uma leva de jornais velhos
sua necessidade de limpeza é controle de espaço
e nu ai está tentando limpar todo esse chão sujo?

domingo, 4 de outubro de 2009

velho

Sentir as células virarem gesso
Os ossos se transformar em vidro
Palavras ter outro sentido.

Ouvido sem trasmissão
Sexo sem ereção
Valor em desvalorização

Um peso um farto
Matéria em pedaço
Memória água isopor

Eu velho sou
de segundo em segundo
de espaço sem espaço
roendo trapos

Com costas cansadas do fuzil
da senzala abismo assilar
coragem é phobia
de bengala dentro da máquina social.

sábado, 3 de outubro de 2009

O Pastor

Aquela cidade não podia ficar sem pavor
o pastor foi surpreendido pela polícia no
momento em que se deliciava com as
costelas de seu ajudante com uma fatia
de limão em uma das mãos.

Ele ouvia Pearl Jam enquando chupava os
dedos e todos do lado de fora organizavam
seu linhchamento gritavam se lamentavam
no exato momento que o pastor arrotava.

Ao ser questionado pela polícia do motivo
de tanta crueldade ele simplesmente respondeu:
- Das minhas ovelhas cuido eu!!!!!!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Deserto!!

Não iram tocar sua canção favorita hoje,
chegou o dia de enxergar aquele velho
motivo de tantas fugas. Está só sem
ao menos sonhos para masturbar este
maldito ego esfaqueador insano inimigo.

Anda por estás ruas como fantasma de
filmes de terror dos anos cinquenta não
assusta nem impressiona mais ninguém.

Fodeu tudo nada mais de engana nem a lua
nem os olhares muito menos sorrisos, a
verdade não liberta então porque agora
se esconde dentro de uma jaula?

Não se deixe levar por beijos, sexo, ou
ilusões momentaneas, romances de seriados
adolescentes de sorrisos brancos.

Tome uma overdose de realidade mostre
violência contra sonhos que não são seus
sem essa de sonhar de olhos abertos.

Qual será realmente seu sonho procure um
que você não comprou ou que foi imposto para ti
agora sobre o deserto não se preocupe não é de
sede querido não é de sede......

domingo, 23 de agosto de 2009

ídolos!

Jonh Lennon morreu na mão de seu fã,
e quer, saber não a nada mais sensato a se fazer.
acabar com a vida de seu ídolo, é extremamente,
necessário.

Um homen disse um dia que não podia acreditar,
num deus que não sabia dançar, e eu continuo,
não posso acretidar num demônio que não saiba,
tocar três acordes.

Enquando aos ídolos, se você não conseguir eliminar
ele de sua mente atire nele, mate-o, espere ele com uma
arma qualquer e tire o direito de ele respirar.

Quem sabe não será uma maneira sustentável, de
se fazer algo pelo planeta e para sí mesmo, a sustetabilidade,
não é o grande discurso que está na moda mundial.

Então lute por uma sociedade sustentável esmague o crânio,
de seus ídolos, e sobre Lennon e os Beatles, era só perfumaria,
todos querem a paz mundial e não cabe tanta gente pelada nas páginas
da Rolling stone, e a Lucy in the Sky With Diamonds, que volte ao
últero do puto que a pário.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Marujo

Quem é você?
Do que se construiu?
hasteando suas velas de gillete ao ar em busca,
de ventos fortes que o leve para longe do porto.

Novas terras outros mundos para conquistar,
o já inconquistados que lhe trai e de sufoca debaixo,
do sol e lhe abraça entre as tempestades.

Marujo de diferças viagens, um pirata sozinho
em busca do tesouro sem o gozo da ganância,
da luta sangrenta sem nenhum outro para se,
mutilar pela fortuna.

Superar oceanos monstros no escuro, de sí mesmo,
o prazer da dor, sem fuga quebrar sua própria imagem,
construída atravéz dos séculos, dos segundos, minutos
de agora e do amanhã.

Tua tripulação é de um só homem, a muito
trabalho a se fazer em seu enorme navio,
existe milhares de oceanos no universo pra se navegar,
e só existe você pra se construir depois de cada naufrágio.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Mutilados

Lhe convém todos nossos pedaços espalhados,
pelas ruas, e pendurados nos postes como velhos pipas,
ser acariciados com ternura por legistas recém-formados.

rotinas de carros navalhas nos partindo ao meio, e ações
de metralhadoras, crispadas de linguas vorazes.
Viver se esquartejando simultaneamente fetos abortados.

Todos nós fetos abortados com agulha de crochê, cuspidos
na privada envoltos em aromas agradáveis de pato purific,
sentimentalismo é aroma sanitário, em nossas relações.

Lindos visionários do futuro, da auto-ajuda e do magnetismo
pessoal, seus pedaços são coloridos e suas certezas de carniceiros,
aliáis amigos de mendigos são os cães.

Sinceridade em lágrimas é da dona Maria assistindo, sua casa
virar entulho com a diplomacia do trator da prefeitura, ou a dor
da menina de nove anos fazendo sexo anal com um profissional liberal
em troca de um marmitex.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Corpo prisioneiro?

Desde muito menino minha brincadeira
preferida era me morder até sangrar,
sentir o gosto do meu próprio sangue,
significava um auto-controle de mim,
tempo e espaço.

Creio que nunca senti desejo pela minha mãe, nem
vontade de competir com meu pai, que pouco via,
ou ver no rosto de minha mãe, imagem de segurança,
minha tara era sentir o sabor de meu próprio sangue.

Édipo com seu complexo, de se casar com a mãe,
piada, seu desejo era pelo pai, ser a esposa de seu pai,
creio que devido à uma recusa preferio mata-lo.

Hoje ao perder alguns dentes em algumas brigas,
prefiro me cortar com a faca e dividir meu sangue,
com os gatos do bairro, chorro meu sangue no telhado,
e espero os miados e observo se deliciarem assim como eu.

Toda noite uma sinfonia me chama, e eu diariamente,
sirvo o banquete sem ser atacado por nenhum felino,
e só sirvo meu sangue, pois outro não serviria.

É só desejo não comederei suicídio, pois banquetes,
devem ser diários e não únicos, a cada dia o sangue
passa der um gosto mais refinado proporcionando
um deleite vital para vida.

A violência é somente desejo, e inseparável dos
mamíferos leite meu lindos felinos sabem que
é um derivado de sangue, e deve ser apreciado
como tal.

E Édipo só sentiu desejo de ser mulher de seu
pai, e deve de carregar o farto de ser marido de sua
mãe, com os olhos furados, ficaria mais fácil, lembrar
do pai e de Crisipo.

Qual o valor de um desejo?
Um corpo domesticado é prisioneiro,
de qual desejo?
de si mesmo ou tal desejo lhe impõem,
para o inevitável?
desejo não tem regra e nem patologia!

sábado, 8 de agosto de 2009

As flores de plásticos não morrem, mais perdem a cor !

Nossos lábios se encontram com sede para não secar.
Nossos corpos, se entrelação com desejo porque irão envelhecer.
Gozamos com suor o corpo sabe o dia que não será mais possível.

Te esculacho,sabendo que ficarei sem voz.
Me chama de filho da puta, sabes que em breve irei me calar.
Lhe beijo os pés e sei que caminho ele percorreu.

Trago flores que murcham e morrem se decompoem.
E seus jardineiros são o tempo que tira seus espinhos.
Mais sempre deixa alguns para sagrar seus dedos.

Chamais lhe servirei flores de plásticos.
Para nunca seu sentimento se tornar eterno.
E principalmente se lembrar o que é viver.

Morre devagar mais com lembrança da cor.
Ou morre rápido com ausência da cor.
E tudo que não morre jamais pode ser verdadeiro.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

7:00

Nada restou da queda do edíficio?
O ar e o espasmo, nas piratarias atuais!
Me tornei uma puta, ideológica, flutuando
em nuvens teóricas que sempre traz tempestades
no meu quintal.

Minhas tatuagens perderam a cor, mais sei que
contínuo o mesmo vira-lata, não posso me perdoar
pela docência maldita me fazendo de rato em busca
do queijo da ratoeira.

Enquanto isso no terminal todas as cabeças olham
para o sol e cêu azul, me divirto observando as pontas
de cigarros explodir no chão quente, nunca vou conseguir
ser um bom ator mesmo, nesta novela diária.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

45 pedras

Atiradas,sobre meu pênis enquando caminhava
neste subúrbio, não entendi tanto ódio? enquando
me equilibrar entre sanidade e sanitários.

Após as 45 pedras, 45 jovens, me espancaram
com seus tênis nike, eu gritava sem meus dentes.

Todos os conceitos filosóficos se dissolvem em mim
entre hemorragia e uma significativa dose de morfina.

Agora perco o raciócinio tão fácil, como moedas de
cinco centavos, quero estar dentro de vocês como
o vírus H1N1.

Dentro de vocês como um vírus, e fora de mim,
rolando entre os cacos de vidro da última vidraça quebrada.

sábado, 1 de agosto de 2009

Ás de copas

Para tirar um ás de copas, não é necessário filosofia
nem qualqer saber ciêntifico. É iqualmente como
puxar o catilho de um automática e rubras cascadas.

Há sutilezas em ódios comuns na convivência pacifica,
entre nossas diferenças?

Rudimentar nossos corações e serial killers nossas
diferenças.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Quarta-feira

Escuta o que estou dizendo,
nunca mais me deixe diante do mal,
o mal me deixa nervoso me da alergias,
quando estou diante do mal não consigo
conspirar, e nem formular fábulas
Então por favor me tranque dentro do
quarda-roupa e coloque fogo com
álcool de cozinha.

TOC

Chorei 10.000 lágrimas em um dia
Comprei lenços rosas e brancos
Os rosas para o olho esquerdo
E os brancos para o olho direito
Em dois dias chorei 20.000 mil
E na fármacia não tinha mais lenços rosas
Então nunca mais chorei.