terça-feira, 11 de agosto de 2009

Corpo prisioneiro?

Desde muito menino minha brincadeira
preferida era me morder até sangrar,
sentir o gosto do meu próprio sangue,
significava um auto-controle de mim,
tempo e espaço.

Creio que nunca senti desejo pela minha mãe, nem
vontade de competir com meu pai, que pouco via,
ou ver no rosto de minha mãe, imagem de segurança,
minha tara era sentir o sabor de meu próprio sangue.

Édipo com seu complexo, de se casar com a mãe,
piada, seu desejo era pelo pai, ser a esposa de seu pai,
creio que devido à uma recusa preferio mata-lo.

Hoje ao perder alguns dentes em algumas brigas,
prefiro me cortar com a faca e dividir meu sangue,
com os gatos do bairro, chorro meu sangue no telhado,
e espero os miados e observo se deliciarem assim como eu.

Toda noite uma sinfonia me chama, e eu diariamente,
sirvo o banquete sem ser atacado por nenhum felino,
e só sirvo meu sangue, pois outro não serviria.

É só desejo não comederei suicídio, pois banquetes,
devem ser diários e não únicos, a cada dia o sangue
passa der um gosto mais refinado proporcionando
um deleite vital para vida.

A violência é somente desejo, e inseparável dos
mamíferos leite meu lindos felinos sabem que
é um derivado de sangue, e deve ser apreciado
como tal.

E Édipo só sentiu desejo de ser mulher de seu
pai, e deve de carregar o farto de ser marido de sua
mãe, com os olhos furados, ficaria mais fácil, lembrar
do pai e de Crisipo.

Qual o valor de um desejo?
Um corpo domesticado é prisioneiro,
de qual desejo?
de si mesmo ou tal desejo lhe impõem,
para o inevitável?
desejo não tem regra e nem patologia!

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