Triste recomeço assim decaído sobre frases feitas
na memória daqueles imensos anos, acretidando
poder ver o futuro nas varizes de minha mãe e
sentir os calos de meu pai apertando minha face.
A parete é um espaço impar para pressionar
seu olhar de grafiteiro desenhar o que não foi
imaginado tentar dizer o que nunca foi dito.
E o nunca e sua contagem regressiva, areia sem ampulheta
em meio ao vendaval, segurar impossível correr sem esperança de fuga,
ninguém quer acariciar seu sexo como um pêssego maduro
nem tocar seu cérebro com luva de pelica.
Finge esperar alguém na esquina enquando o gato mais vadio
lambe suas sarnas com hálito de rato em decomposição, acretida
nu alguém se apróxima junto de uma leva de jornais velhos
sua necessidade de limpeza é controle de espaço
e nu ai está tentando limpar todo esse chão sujo?
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
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